domingo, 18 de setembro de 2016

Sem vontade de viver, sem coragem de se matar





Muitas pessoas dizem que não devemos desistir da vida, não importando o quanto somos atormentados pelos nossos sofrimentos, ou pela sede intensa de fechar os olhos para nunca mais voltar a abri-los novamente. Um dos velhos concelhos decorados dessas pessoas costuma ser "A vida não é feita apenas de momentos tristes, viva pelos momentos felizes"; O problema é quando seus momentos de tristeza são mais longos que seus minutos de felicidade. É fácil dizer "Mude de vida, dê a volta por cima" Pois bem, se eu realmente não tivesse tentado isso, não estaria aqui frustrado com tentativas fracassadas em quanto escrevo esse texto longo que você está lendo certo?. Cada caso é cada caso, cada pessoa é cada pessoa, cada um tem suas qualidades/limitações, e vivem em situações diferentes. Existe exceções, existe pessoas que conseguiram dar a volta por cima, uma pequena minoria sortuda conseguiu fazer isso em dias, já a maioria chegou até mesmo sofrer o dobro para alcançar esse patamar que já foi tão cobiçados por mim e muitas pessoas como eu. No entanto, assim como uma pessoa derrotada pela sede no deserto não conseguiu chegar até a cidade antes de se render ao ceifeiro da morte, existe pessoas que não estão mais conseguindo suportar a vida, a ponto de desistir dela . Outro discurso ultrapassado que costumo ouvir é "Você não é o único que sofre, tem pessoas que sofre mais". Quando ouço alguém dizer isso, tenho vontade de dizer a essa pessoa "Se um dia você ficar paralítico e cego devido a algum acidente, sorria e seja feliz, pois existe pessoas que além de estarem paralíticas e cegas, também perderam a audição". Não se pode ignorar o fato que cada pessoa possui um limite diferente, seja físico ou psicológico. Seria hipocrisia da minha parte não assumir que sinto inveja de pessoas que conseguem ser feliz e amar a vida sob condições extremas, mas por outro lado existe pessoas que caem em profunda depressão por causas, que para muitos são consideradas como "bobas", seja o fim de um namoro de 3 meses ou a morte de uma planta que a pessoa amava. Não importa quais sejam as situações, as pessoas agirão diferente e sentirão diferente perante tais situações. Isso acontece pelo fato de que cada ser humano possui diferentes linhas de limite. Dizendo em outras palavras, existe pessoas fortes e pessoas fracas. Quando questionei minha resistência emocional pela primeira vez, estava despreparado de mais para não ter vergonha de assumir a mim mesmo que eu era fraco .Hoje não tenho vergonha de assumir tal fato, pois desde criança sempre fui fraco emocional e psicologicamente. A única forma de esconder essa triste realidade de mim mesmo e outras pessoas, foi fingir sorriso e engolir lágrimas em quanto enfrentava problemas indesejáveis. Na pré adolescência fui daqueles garotos valentões que batia nos colegas na escola e praticava musculação com intuito de ganhar massa muscular, tudo com o intuito de esconder minha fraqueza de outras pessoas e do meu subconsciente. Hoje eu já não sinto vergonha em assumir que sou fraco, pois não vejo lógica em me envergonhar se não escolhi ter nascido com essa maldição, seria auto traição continuar escondendo minha própria natureza dessa forma, principalmente agora que eu sei quem ou como sou. Eu já não sou mais otimista com meu fortalecimento interno, pois quando você tenta melhorar algo  sem obter sucesso por muito tempo, chega uma hora que essas coisas já não passa interessar mais. Eu sou tão fraco que apesar de ter um profundo desejo de morrer, não tenho coragem de me matar, seja pelo medo da dor ou pelo medo do pós morte.Em verdade não sei se existe inferno e paraíso,não sei se existe reencarnação, mas mesmo que algum cientista conseguisse me convencer da inexistência do pós morte, ainda assim teria medo de arriscar. Para os amantes da vida isso pode parecer bom, mas para mim é como um inferno vivo. Por um lado quero morrer e acabar logo com meu tormento, por outro lado não consigo dar um basta pra tudo isso com as minhas próprias mãos. Por tanto, considero o suicídio como uma atitude corajosa tomada por pessoas fracas, uma pessoa fraca que ao menos conseguiu ser mais forte que eu quando colocou a corda em seu pescoço, ou quando estava prestes a pular de um precipício com destino á sua liberdade. Não sei como expressar a imensa sede que sinto pela minha morte. Por em quanto posso apenas desejar que um dia a vontade de morrer supere meu medo e eu consiga adquirir o meu bilhete da liberdade, ou que os cosmos sejam piedosos comigo e me proporcione uma morte rápida e indolor. O que é egoismo, desfrutar do direito de acabar com o próprio sofrimento através do suicídio, ou querer obrigar uma pessoa que está sofrendo continuar vivendo contra sua própria vontade? fica aqui meu questionamento para aqueles que me julgar como egoísta. Quero apenas que tudo isso acabe, quero apenas me livrar dessa sensação gélida que sinto todos os dias na barriga, quero apenas me livrar de todo esse sentimento infernal que quase chega me explodir por dentro, quero apenas morrer em paz e esquecer que um dia existi.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Meu pior inimigo


Por mais que eu faça aulas de auto-defesa, por mais que eu me arme até os dentes, ainda assim continuaria em uma desvantagem ridícula perante tal inimigo. Essa entidade está muito além da polícia ou mesmo da compreensão humana. Já pedi ajuda para algumas pessoas, mas o máximo que posso esperar de tais pessoas são lamentos ou banalizações. Alguns acreditam que seja frescura, outros acham que esse inimigo é apenas fruto da minha imaginação. Seja o que for, esse inimigo é conhecido mundialmente como “Depressão”. Apesar de ter sido comprovado ser uma doença neural, algumas pessoas inssistem continuar confundindo como “preguiça” ou “Mera falta de auto-confiança”, que nada são além de problemas psicológicos. Diferente da tristesa, a depressão não é como o assassino que esfaqueia sua vítima e foje da sena do crime, ela está mais para um psicopata que apriziona sua vítima em uma sala de tortura, e não a deixa em paz até seu último suspiro. A diferença é que se você for raptado por um psicopata, você ainda tem uma pequena probabilidade de conquistar sua liberdade lutando contra seu torturador. Já a depressão é um inimigo que te aprisiona por dentro. É como o Câncer, com a diferença de que o câncer é levado a sério pelas pessoas ao seu redor. Quanto ao que diz respeito a depressão, trata-se de um inimigo que quando você tenta descreve-lo para as pessoas, chega parecer que você está falando em grego. Problemas passam, tristezas são passageiras, mas a depressão continua. Por mais que você tente se enganar, por mais que você se esforce para reverter a situação, esse inimigo continua enraizado dentro do seu consciente ou subconsciente. Você pode até cortar esse mau da sua vida, porém nunca pela raiz. Apenas a vítima conhece a dor causada por esse torturador interno, e o quão infernal são essas sequências de dor. A depressão não tira vida, muito pior do que isso, ela tira o próprio sentido da vida. Suicídio ,desânimo e sofrimento são apenas consequência da perca do sentido da vida. Não importa o quanto você diz para uma vítima desse inimigo que “viver é bom”, pois um coração humano incapaz de enxergar o sentido da vida, é semelhante a um supercomputador incapacitado de sentir emoção. O único remédio capaz de ajudar um depressivo acreditar que sente o sentido da vida é o “propósito”. Por tanto, quando perdemos o propósito, nos sentimos como uma casca humana sem alma. Quando a vítima desse inimigo chega nesse estágio, tudo que lhe resta á apenas se jogar na correnteza da vida sem saber onde será levado pela correnteza, e sem saber como conseguirá viver. A essa altura a morte já não é algo a se temer